HERDEIROS DO DEUS

Deixar? Deixe o Espírito nos ensinar, nos orientar atravez de nosso próprio Deus; Sim, isto  mesmo. Eu estou  convêncido…somos  todos  deuses, somos  todos espíritos. Pois  somos  seus  herdeiros,  e  herdamos  no  mínimo a  criatividade e  sem  dúvida  o  direito e o dever  de  amar. Deus é o engenheiro do  amor  , Deus  é  amor.
E assim, também  nosso  direito do livre arbítrio, sempre na presença  da Luz. Contemplando  de  modo que  haja, a  visão da  Renovação de  nosso novo entendimento. -Não quero  dizer  com  isto que eu já tenha atingido todo o entendimento, ou  mesmo o dom da perfeição tamanha. Contudo alcancei o suficiente para prosseguir, deixando para tráz o que passou( remorços, descasos, antipátias, orgulho,traumas  etc…) e  ser feliz assim seguindo a próposta carreira. Me vejo um discipulo, ainda andarilho, não muito conhecido e nem mesmo muito simpático na  visão de  muitos, mas com certeza com o reconhecido em  Cristo Jesus.  Pois  assim é, foi  e assim  será, para todos que o seguirem…A Palavra -Pois é  a  mesma que  muitos  escutam, mas não ouvem.Vêem, mas não enxergam. O que  fazer por eles?- Há  não  ser  de orar meus queridos! Intermediar para  que tenham intendimento; que cheguem ao pleno conhecimento da verdade e  da  vontade  de  Deus, até  a  salvação.
Contudo, também sei que não tenho o direito  de me exautar por saber ouvir, obedecer e enxergar como  muitos  irmãos. Pois no  lugar destes, mesmo e já estive. E declaro não foi fácil aceitar, e me  refazer, pois  não o é para ninguém.  O que  antes  eu  condenava, ou  melhor evitava em aceitar, ou  mesmo  relutava como pré-conceitos  pré  estabelecidos; Contudo,  tudo é aprendizado, e tudo  tem  seu  tempo ; Todavia é  um  processo longo, mas  eficaz  em  ação. Tenho  minhas  vaidades e  necessidades, como todos. Mas o que  atualmente tem  me  dado  alegrias, além da  minha  família  e  meu trabalho é : A  necessidade e  capacidade  de  gerar amigos-irmãos, e  de  fazer a  minha  parte.
Por isto  não julguemos, não  mais exijamos, apenas amem. E pacienciosos, todos nós ficaremos  no aguardo  de uma  mudança ligeira, de uma  boa  nova  destes irmãos  que  precisam de  nossa  atenção, nossas orações  e  carinho.
Uma  semente, as vezes pode até  tardar em germinar; mas  os  frutos vislubram-se num posterior olhar, numa nova reeleitura, mas  sempre no  mesmo foco  de luz.
Irmãos não percam a  oportunidade do  momento, em  qualquer  tempo em  qualquer  lugar, de  práticar a caridade. Não  falo de presentes, nem  no dinheiro, ou  mesmo   doar coisas que  vocês não  usam  mais.  Pois tudo  é  importante,  mas  desde  que vindas e  dadas com amor,  e  não  por  obrigação; Digo, que  este  é  o  momento de rever valores, de  realmente ajudar a resgatar almas para Deus, de perdoar e  pedir  perdão  e  de  consolar os  aflitos, de  passar esperança,  e de  compreesão.E não  me  refiro só  neste momento festivo. E  de ensinar aos  próximo a exercitar , e  não somente  dizer  que  tem  fé, mas assim aplica-la fazendo o bem, não  pensando  só  em  bens  materiais. E  assuma  sua  posição de  irmão legítimo em Jesus Cristo  ( seu irmãozinho  mais  velho), em  toda  sua  essência, e humildade.  E  que muito  em  breve estaremos  todos   estaremos sentados a  mesma  mesa do Pai Nosso Todo Poderoso, numa  bela  ceia. Pois também não  basta  dizer  que o já conheceu, ou  o que  já  ouviu falar  Dele. Isto  até  o  inferno, o  mal,  o  capeta  já  escutou  e  sabe  da  sua  existência. Temos  sim que viver e  amar em  Cristo,  vamos  dar  continuidade ao  atos  dos  apóstolos (que  somos).
E  que neste   Natal, você possa  presentia-lo, com pelo  menos  uma  boa  ação, faça tipo  algo  que  gostaria  para si, e sem  ver  a quem, ou  mesmo uma oração curta, porém  sincera, para uma  pessoa  aflita   quase  sem  esperanças.
Meus amados   irmãos e  irmãs, simplesmente ame seu próximo sem  querer  nada  em  troca. De  principio, e com certeza você fará  uma  criança  sorrir, sim,  ele  mesmo o MENINO JESUS. Pois este mesmo  menino  crescerá em  espírito dentro  de  você. E que o  espírito  de Natalino não se repita  todos  os anos  ,  mas  sim  todos  os  dias.

GIOVANI MARIANI.
Graça e  paz!

*(Este é  mais um entre muitos textos  em que o Giovani  deixou  escrito , preparados  p/serem  editado  e postados, no  blog semente  da  renovação.
-  E  neste   mesmo espaço  agredecemos (mãe  e  irmã de Giovani), por  respeitarem  nosso  silêncio, e outros  tantos por  terem  se manifestado de  varias  formas, com   sentimentos fraternos, nobres  e  recados   carinhos. Pois surpreendente a revelação  que  tive ao  saber da  quantidade  de  amigos e  irmãos, que meu  amado  filho fez,  em  tão  pouco tempo aqui  na  terra.
No momento,  e por  vários motivos  e pedidos daremos continuidade  ao  blog, fique  a vontade e participe….- Graça,  paz! *Equipe.)

O que observamos hoje ?

Ora ou outra, em minhas reflexões, lembro-me da pregação de David Wilkerson sobre os símbolos e analogias de Apocalipse, dentre eles a ‘Babilônia’ e a ‘Grande Prostituta’. Que segundo o estudo do reverendo (veja aqui), seriam símbolos de um mesmo objeto: a igreja iníqua. Um espirito de corrupção dentro da Igreja Cristã, que se vende aos prazeres e valores deste mundo, que adota o sincretismo religioso como meio de crescimento, que usa de influencias politicas e financeiras para seu próprio favorecimento. E quanto a isso, e com total a razão, foram as principais acusações que a Reforma Protestante levantou contra a Igreja Romana, tirando as questões teológicas que necessariamente se desenvolveram. Contudo, com o tempo, tanto certas igrejas protestantes tradicionais, quanto inúmeras recentes evangélicas, cometem o retrocesso ao praticarem os mesmos erros daqueles que os antecederam, os quais condenam. Os pecados são os mesmos, os pensamentos são iguais, mas apenas se dão nomes e bandeiras diferentes à mesmíssima impiedade.

O que observamos hoje no cenário daquilo que denomina-se cristianismo? Vemos inúmeros líderes religiosos e denominações ensinando que as riquezas desde mundo são direito e sinônimo da salvação aos fiéis. Contudo, deste tal “direito de prosperidade” vê-se apenas os próprios pregadores usufruindo, vivendo em mansões, com carros de luxo, jatos particulares, iates, concessões de TV e rádio, casas em miami, contas bancárias em paraísos fiscais, e com tudo do bom e do melhor. Enquanto a maioria absoluta dos fiéis que frequentam as suas igrejas, vivem com uma renda mensal menor do que mil reais, da qual tem tirar pelo menos 10% para financiar a boa vida dos “ungidos de deus”, se locomovem de ônibus até ao local de culto, e por vezes nem uma simples casa própria possuem. Isso mostra uma igreja repugnamente contaminada pelos valores e objetivos de uma sociedade capitalista. Totalmente o oposto da simples Igreja descrita no livro de Atos dos Apóstolos, em que todas as necessidades eram supridas em comum.

O que observamos hoje no cenário daquilo que denomina-se Igreja? Vemos inúmeros líderes religiosos autoritários, que se autodenominam “ungidos de deus”, de modo a serem “intocáveis”; que se comportam como astros do pop, de modo a viverem isolados do povo (a “ralé”). Contudo destes vem o seu enriquecimento, e quando também exigem à sua própria adoração – o que chamam de “temor às autoridades de deus”. Isto é, adoração de ídolos vivos. Coisa comum na cultura pop contemporânea. Totalmente o oposto da Igreja dos apóstolos, os quais estavam sempre no meio do povo, servindo ao povo, fazendo sempre questão de mostrar que eles eram tão humanos e falhos quanto aos demais.

O que observamos hoje no cenário daquilo que denomina-se corpo de Cristo? Vemos denominações cristãs apelando ao sincretismo, ao adotarem pensamentos, doutrinas e rituais de outras religiões. Justificando isso com versículos soltos da Bíblia claramente fora de contexto. Como infelizmente ouve-se: “Dê uma oferta [oferenda] para deus, e ele te dará algo em troca”; “Cair no chão é cair na unção”; “A mulher tem que se calar diante de seu marido”; “Olho gordo pode atingir a sua vida irmão”; E outros absurdos descabíveis que encontram-se bem definidos em diversas crenças religiosas não-cristãs. Isto quando não há a veneração de objetos dito consagrados e ungidos. Totalmente o oposto da Igreja primitiva, onde se mantia o restrito cuidado de permanecer apenas na doutrina de Cristo, basta ler as cartas dos apóstolos, ver como os mesmo orientavam e advertiam sobre tais coisas.

O que observamos hoje no cenário daquilo que denomina-se povo de Deus? Vemos uma Igreja que cada vez mais adere e sujeita-se à cultura e às pressões seculares. Denominações cristãs que aceitam o homossexualismo como algo normal, apenas porque o pensamento contemporâneo aceita e incentiva. Outras que fazem shows, eventos e marchas à imagem e semelhança das acontecem no meio não-cristão. Contudo, sempre no enfoque do título hipócrita: gospel! Isso quando não cobram ingresso dos fiéis para adorarem a deus (Mamom) com os artistas do meio evangélico. Outras ainda que permitem que seus púlpitos deem lugar à campanhas políticas, de candidatos que às vezes nem são cristãos, mesmo havendo lei que proíbe propaganda política em lugares de culto religioso em nosso país. Isso quando não os candidatos são os próprios pastores. Sem dizer aquelas, que descaradamente associam o nome da própria denominação a empresas ditas evangélicas (editoras, gravadoras, canais de TV, etc.), para gerar volumosas receitas e facilitar a lavagem de dinheiro dos seus proprietários – que na maioria são os próprios líderes. Totalmente o oposto da Igreja dos primeiros séculos, que refutava os valores da sociedade humana corrompida, pela falta de amor fraterno entre os seus, conforme deixa relatado Paulo: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12.2).

De fato, a igreja meretriz descrita por João, assentada sobre a besta, está mais ativa do que nunca, influente, rica e poderosa. Enriquecendo não apenas os líderes que dela emergem, mas também os grandes empresários e políticos deste mundo, agradando aos que tem poder. Como cita ainda João: “…A mulher que você viu é a grande cidade [Babilônia] que reina sobre os reis da terra.” (Apocalipse 17.18) Pois além disso, a alienação religiosa que é pregada nos cultos, numa espécie de “pão e circo”, também serve de cabresto ao povo. Mas não se engane, ainda há pessoas de Deus neste mundo, isto é a Igreja de Cristo, que não tem nome ou placa, mas são pessoas! Assim como no passado, Deus revelou a Elias que haviam 7 mil pessoas que não se dobraram diante Baal, também hoje há cristãos verdadeiros que não se deixaram corromper, que aguardam ansiosamente o retorno do Jesus e a destruição de toda essa prostituição. Quanto aos demais, assim diz a palavra do Senhor: “Saiam dela, vocês, povo meu, para que vocês não participem dos seus pecados, para que as pragas que vão cair sobre ela não os atinjam! Pois os pecados da Babilônia acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos seus crimes.” (Apocalipse 18.4-5).

Graça e paz,
Giovani Mariani

Não se deixe enganar! A verdade tem um preço alto!

No campo da filosofia, há muita divergência de opiniões e correntes sobre a questão se há ou não uma ‘verdade absoluta’ . Todavia, para nós cristãos cremos que essa verdade existe, e é real e manifesta. Platão (428-347 a.C.), por sua vez, ensinava que a verdade não pode de modo algum ser alcançada no mundo sensível, como descreve, por meio dos sentidos humanos (olfato, paladar, tato, visão e audição); Mas no mundo das ideias, isto é, por meio do espírito (em grego pneuma, que significa razão, intelecto). Entretanto, alcançar e viver esta verdade, como modo de vida, é bem o oposto do que pregam hoje certas facções do cristianismo. Antes, trata-se daquilo que o Mestre mesmo adiantou aos seus futuros discípulos: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará.” (Marcos 8.34-35).

Certamente! E digo por mim mesmo, que conhecer a verdade, paga-se um alto preço por isso. A verdade, por sua vez, ilumina e subverte a mente. De modo que, gradativamente a faz ver as coisas como realmente são, e não se conformar como estão. Quanto a isso, não há uma regra geral. Antes, trata-se de algo individual, particular para cada pessoa. Para uns isso pode refletir no afastamento de amigos, até mesmo de familiares; Para outros a desistência de certos planos ou projetos; Ou ainda, a refutação de objetos, práticas e prazeres cotidianos já não mais condizentes com a realidade; E principalmente, o abandono de ideias, princípios, conceitos e preconceitos adquiridos nesta vida. Pois o “conhecer da verdade” denuncia ao ser humano tudo o que é ilusão, sem sentido e não agregável em utilidade alguma à vida.

Alguém aleatoriamente pode ainda dizer – “Que coisa mais triste! Não quero isso para mim. Isso não vida!” – Pelo contrário, este Evangelho que Cristo anunciou, em parte alguma demonstra o intuito de privar o homem da felicidade. Antes, promove a real felicidade, não individual (digo egoísmo), mas de forma mútua e crescente, por meio do seu ensinamento fundamental: o amor ao próximo. Isto é, de modo a integrar as pessoas. Isto não baseado no fanatismo em certa crença utópica. Mas, fundamentado em algo concreto, acessível e sensato.

Agora, entendamos que, “conhecer a verdade” não remete-se a ler a Bíblia constantemente ou ter contato direto com informações de cunho religioso ou ainda ideológico. A prova disso é a quantidade imensurável de religiosos e ativistas de certo ideal, em completo estado de cegueira e inércia mental. Antes, o conhecimento da verdade vem por intermédio do Espírito de Deus; Pois é o próprio Deus. E é este mesmo Espírito de verdade que ensina direto ao coração do homem a mensagem que vem do alto, de modo individual e único, o mesmo Evangelho: “E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira…” (1 João 2.27).

Porém, entre conhecer e aceitar certa verdade já são outros quinhentos. Neste caso, aceitar que o Espírito de Deus lhe ensine é lutar contra si mesmo; Como já citei, principalmente contra os conceitos e princípios adquiridos com o tempo. É permitir que a doutrina do Pai aperfeiçoe seu caráter dia após dia. É aceitar, inclusive, o fato que Deus, utiliza das dificuldades e do sofrimento da vida humana, como meio ensinar a sua sabedoria e demonstrar seu infinito amor a cada indivíduo. Este último item, porventura, é justamente o mais difícil de aceitação no meio cristão. Pois a maioria prefere pensar que depois de aceitar a Jesus, e virar religioso, a vida vira um “morango”, e mal algum lhe sucederá como benefício disto; E neste caso vindo a ocorrer algum mal, inconscientemente este crente se iludirá para não fazer desmoronar a sua crença; Consequentemente, buscará uma desculpa de a “promessa” não ter se cumprido, como: “Eu com certeza estava em pecado”, ou ainda “Eu não estava buscando a Deus como deveria”, entre outras explicações mergulhada na falta de entendimento. Vejamos que, como o Sol nasce sobre todos, o dia bom e o dia mal é sucessível a todos também, sejam religiosos ou não. Sobre este assunto em específico, poderia eu estender-me bastante, em diversos outros tópicos, que vão além da temática da religião cristã. Contudo, quero apenas frisar que o relacionamento entre o homem e Deus, não se trata de algo robótico ou alienante, mas de algo mútuo, diário e podendo estar presente e visível em todas as coisas em nossa vida.

Em poucas palavras, a revelação de Deus, o conhecimento da verdade, é acordar para a vida, é passar a ver o que antes eram apenas sombras e escravidão, é a renovação da mente, por intermédio do Espírito Santo. Sem esquecer que, por conta dessa “conversão de ideias”, dessa novidade de vida, consequentemente a autorrenúncia e sentir-se como que na “contramão” do mundo, são coisas inevitáveis. Por fim, cito um trecho de uma música do Engenheiros do Hawaii, que fala justamente disso: “Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão […] E tudo ficou tão claro/ Um intervalo na escuridão […] Sem querer eles me deram as chaves que abrem essa prisão / E tudo ficou tão claro / O que era raro ficou comum / Como um dia depois do outro / Como um dia, um dia comum…” (Somos Quem Podemos Ser).

Graça e paz,
Giovani Mariani

“Jesus tirou o vazio que havia em mim, oh!” ̶ Tá, e daí?

Desde o dia em que aceitei o chamado de Deus, e passei a seguir o caminho de Cristo, isto é quando tinha eu meus 15 anos, hora ou outra ouço alguém dizendo essa mesma afirmação: “Aceitei a Jesus, e Ele preencheu o vazio do meu coração!” ̶ Pergunto, preencheu com o quê? Com alecrim e miolo de pão? Eu sinceramente não sei dizer se isso é falta de criatividade deste povo; De modo a repetirem a mesma coisa que os demais dizem. Ou se destes tantos, os quais afirmam-se cristãos, realmente conhecem o Senhor a quem dizem servir.

Aliás, se questionares às pessoas que repetem tal afirmação, qual significado da mesma, podes ter certeza que uma minoria saberá responder; quando não ainda com argumentos pobres, nada convincentes, tampouco originais. Pois é assim em qualquer coisa: se você conhece de fato algo, saberá descrever em detalhes o mesmo, ainda que com simples palavras (não pomposas); seja o sabor de um prato, as qualidades e defeitos de seu esposo ou esposa, os jogadores do seu time de futebol, a narração de um livro, e por ai vai.

Disto podemos citar um trecho do texto final do livro de Jó, no versículo 42.5, o qual declara: “Eu te conhecia só de ouvir falar, mas agora os meus olhos te vêem.” ̶ Jó, um personagem fiel e dedicado a Deus, como é mencionado lá no início do livro, que mesmo assim não conhecia aquEle em quem cria e servia. Apenas após passar por várias dificuldades sucessivas, que não veem ao caso agora, e em seguida tido uma real experiência com o Criador, mediante a ouvi-lo, como bem dedicando-se à reflexão e à oração, passou então a compreender quem era Deus e inclusive a plenitude da Sua vontade. Conhecimento este que não se trata de algo que se transmita de uns para os outros; Antes é algo que o próprio indivíduo deve buscar e “ver com os seus próprios olhos” ̶ em outras palavras, alcançar por si mesmo.

Dentro deste mesmo tema, entra também outra citação que ouve-se constante nas igrejas evangélicas: “E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.” ̶ Jeremias 29.12, passagem que confesso eu que muito repeti em outros tempos, mesmo não entendendo a sua totalidade. Através inclusive de uma famosa canção de certo grupo “gospi” que cita este versículo em meio a uma choradeira desvairada. Contudo, essa passagem de Jeremias trata paralelamente da mesma ideia central de Jó: conhecer por si mesmo ao Pai. E reitero, isso se dá somente por meio da oração, da reflexão e do ouvir a palavra de Deus. O que nos leva também a questões clássicas sobre existencialismo, a exemplo como é abordado no livro A Náusea (1938), de Jean Paul Sartre ̶ o qual apresenta o personagem Antoine Roquentin, indivíduo estudioso e viajado, no momento em que entra numa enorme perturbação mental, percebe que a sua vida não havia razão ou motivo. E nisto entra numa longa e profunda reflexão.

De igual modo, argumentar que a sua alma foi preenchida por conhecer a Deus e a Sua vontade, de forma que agora sua vida tem uma razão, um motivo, um propósito para existir (que na verdade sempre houve), faz bem mais sentido dizer. Todavia, a palavra de Deus continua sendo uma só; a experiência, por sua vez, é particular e diária. E ninguém poderá fazer isso por você ou ainda definir como deverá de ser. Apenas será você e Deus.

Graça e Paz,
Giovani Mariani

Enchetes em SC: Saiba como ajudar

As fortes chuvas que atingem o Estado de Santa Catarina já afetaram mais de 660 mil pessoas. De acordo com relatório divulgado na manhã desta sexta-feira, dia 9, pela Defesa Civil do Estado, 65 municípios foram atingidos, 15 deles decretaram estado de emergência e dois municípios decretaram estado de calamidade pública. O número de pessoas desalojadas até o momento já passa de 33 mil, com 4.893 pessoas desabrigadas. Há registros de duas mortes.

A situação mais preocupante é no Vale do Itajaí, que registra a pior enchente dos últimos 20 anos, com várias cidades isoladas. Em Itajaí foram abertos 12 abrigos, sendo que dois já estão com lotação máxima. Somente em Brusque, o número de pessoas afetadas pela chuva já passa de 100 mil. O Rio Itajaí Mirim transbordou durante a madrugada e pelo menos 35 casas foram danificadas.

As chuvas causam alagamentos e deslizamentos em várias cidades do Estado. A rodovia BR-282 foi interditada em Urubici, na Serra Catarinense. Em Blumenau, 15 mil pessoas estão desalojadas e a prefeitura colocou quatro abrigos à disposição dos moradores, nas regiões: Central, Norte, Leste e Oeste da cidade. Em Gaspar, 2,5 mil pessoas também estão desalojadas e a prefeitura oferece abrigos.

A Cruz Vermelha Brasileira, filial de Santa Catarina, disponibilizou uma conta bancária para receber doações e anunciou que está recebendo, em sua sede à Rua Santos Saraiva, 821, Bairro Estreito, nessa primeira fase, alimentos não perecíveis, água, agasalhos e material de higiene e limpeza.

A presidente da CVB-SC, Rosangela Aparecida Medeiros Zavarizi informou que a instituição, atendendo a um pedido da Defesa Civil, já repassou quatro mil fraudas descartáveis e que as portas da Cruz Vermelha de Santa Catarina estarão abertas durante todo o dia, até as 17h, recebendo doações, e faz um alerta: “queremos ressaltar que nenhuma pessoa está autorizada a receber doações em nome da instituição, que disponibiliza uma conta bancária para doações em dinheiro, e está de prontidão para receber alimentos, água, agasalhos e material de higiene e limpeza, em sua sede”.

DOAÇÕES EM DINHEIRO
BANCO DO BRASIL
AG.: 5453-4
C/C: 63.200-7
CNPJ n° 07.763.757.0001-86

ENDEREÇO DA CRUZ VERMELHA BRASILEIRA – SANTA CATARINA:
Para doações de alimentos não perecíveis, agasalhos e material de limpeza e higiene:
RUA: SANTOS SARAIVA, 821
BAIRRO: ESTREITO
FLORIANÓPOLIS
09/9/2011 – ASCOM/CVB

Divulgação: Cruz Vermelha

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Como irmãos em Cristo, mais uma vez temos a oportunidade de mostrar a diferença com solidariedade e protidão de espírito, com quem precisa de ajuda. Podendo doar ou não, divulgue também esse link no seu Orkut, Face, Twitter, blog, etc.

No amor de Cristo,
Giovani Mariani

O Povo Mais Imperfeito Do Mundo

Quem já tem filhos ou deseja tê-los, se podesse escolher entre ter filhos obedientes e equilibrados, ao invés de filhos indisciplinados e teimosos (como é comum em nossa atual cultura), obviamente optaria pela primeira alternativa. Pois, por concenso, não há coisa alguma que dê mais orgulho a um pai ou a uma mãe, do que filhos obedientes e dedicados. E de tal modo, Deus, que é Pai, aprecia também ver seus filhos seguirem seus conselhos. Que sem dúvidas, é algo bom e admirável. Por mais que, nós seus filhos não consigamos ser obedientes em tempo integral… Por isso mesmo, seu ernome amor nos concede graça todos os dias.

Contudo, se examinarmos o Antigo Testamento, bem como a história do povo de Deus (inclui-se judeus e cristãos), poderemos ver neste, o perfeito exemplo de pessoas imperfeitas, obstinadas e desobedientes. Filhos que brigam contra o seu próprio sangue; Que preferem ser “religiosos” do que amar quem está próximo; Que criam na figura de seus líderes, ídolos religiosos; Que teimam a se contentar com “lindas palavras” ao invés de pôr em prática atos de bom senso. E é nesse ponto que me questiono: Por que Deus foi logo escolher um povo que, pela sua onisciência, já sabia que seria difícil de disciplinar?

O Senhor poderia muito bem ter escolhido outros povos mais virtuosos em qualidades, para dar início ao plano da salvação. Povos como: os japoneses, pela sua impecável disciplina, lealdade e dedicação; Ou os cherokees pela sua organização social e a valorização da mulher como pessoa; Ou os esquimós, povo extremamente solidário, comunitário e hospitaleiro; Ou os antigos gregos, pela sua incansável busca por conhecimento e sabedoria. Claro, que nenhum destes povos que mencionei são perfeitos em todas as coisas. Mas cuido eu que, se a Palavra de Deus tivesse sido primeiramente revelada a qualquer um destes, o então “povo de Deus” não seria tão dividido, obstinado e indisciplinado como este que temos e somos. Assim como, Deus mesmo falou ao profeta Ezequiel dizendo:

Filho do homem, vá agora à nação de Israel e diga-lhe as minhas palavras. Você não está sendo enviado a um povo de fala obscura e de língua difícil, mas à nação de Israel; não irá a muitos povos de fala obscura e de língua difícil, cujas palavras você não conseguiria entender. Certamente, se eu lhes enviasse você, eles o ouviriam. Mas a nação de Israel não vai querer ouvi-lo porque não quer me ouvir, pois toda a nação de Israel está endurecida e obstinada.” Ezequiel 3.4-7

Ou ainda, como os cidadãos de Nínive, povo não-judeu, que embora estivessem mergulhados no pecado, todos prontamente creram na palavra do profeta Jonas, como é narrado no terceiro capítulo do seu livro homônimo.

Aliás, a história mesmo comprova, de todos os povos que já passaram por esta terra, nenhum supera o povo judaico-cristão em número de cismas, divisões e de desvio mútuo de conduta ética-moral. Então, volto à indagação: Por que Deus foi escolher justo estes filhos de Jacó como povo seu? A resposta pode ser tão clara se tomarmos exemplos bíblicos famosos, de indivíduos que Deus escolheu, usou, abençoou e principalmente transformou: Jacó, um malandro, que enganou ao pai e ao irmão, e depois fugiu; Moisés, um assassino foragido; Jafté, que andava na companhia de homens vadios; Pedro, um covarde, que no momento de perigo, negou ao seu próprio mestre; Paulo, que perseguiu e assassinou sem piedade os primeiros cristãos. Posto que, destes personagens que citei, embora todos tivessem consideráveis falhas de cárater, Deus os acolheu, transformando, abençoando e usando a estes grandiosamente. Conforme assim a sua vontade. Sim, todos pertencentes ao povo mais obstinado do mundo!

Seria fácil demais, Deus escolher um povo de veras virtuoso em qualidades, para dar exemplo de conduta para toda a humanidade. Antes, Deus como um artista escultor, tomou a pedra mais dura e difícil, para principiar a sua principal obra. A demonstrar que todos somos pecadores, carentes da misericórdia dívina, independente de origens étnicas ou culturais que nos diferencie (para mais ou para menos). Que para todos existe a real possibilidade de mudança de cárater e de salvação em Cristo Jesus.

Graça e paz,
Giovani Mariani

Silas Malafaia, Edir Macedo e Valdemiro Santiago: Escorpiões Gospels

Por Leonardo Gonçalves

Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio, e fez um pedido: “Sr Sapo, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?” O sapo respondeu: “Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralizado e vou afundar”. Disse o escorpião: “Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos”. Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio. Porém, ao chegar do outro lado do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo. Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: “Por quê? Por quê?” E o escorpião respondeu: “Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza”.

Silas Malafaia ficou conhecido na década de 90 como pregador ousado que desmascarava os arautos da doutrina da prosperidade fácil. Porém, em 1995, defendeu Edir Macedo e sua fábrica de fazer dinheiro – à saber: Igreja Universal do Reino de Deus – em rede nacional. Segundo Caio Fábio, Silas teria mordido uma grana preta para sair em defesa do bispo. Já na virada do século, Malafaia levantou a bandeira “anti-G12”. O movimento de crescimento de igrejas alcançava seu auge no Brasil com o método trazido da Colômbia, e o pastor tratou logo de gravar um DVD refutando as praticas gedozistas. Vendeu mais que água no deserto! Anos depois, o mesmo Silas apareceria de mãos dadas com Valnice Milhomens, embaixadora do G12 no Brasil, e o apóstolo patriarca Renê Terra Nova, o cara do M-12, versão manauara do movimento herético. Por detrás da amizade repentina está uma rede de contatos milionárias, a qual inclui Morris Cerulo e Mike Murdok.

Nas eleições, Silas defendeu Marina Silva, candidata evangélica e até onde se sabe, um modelo de integridade na vida pública. Mas ao perceber que Marina não teria chance de vencer o pleito, o telepastor jogou a candidata num “corredor polonês” virtual, dizendo que à candidata era à favor da liberação da maconha, do casamento gay e outras mentiras mais. No entanto, o que predominou mais uma vez foi a ganância do Malafaia, que viu na eleição do candidato José Serra, a possibilidade de obter a concessão de um canal de TV.

Silas Malafaia não tem amigos; ele tem comparsas. Seus “camaradas” também são escorpiões, e parece que o homem da “bíblia do milhão” já está sentindo o veneno correr em suas veias. Primeiro foi Edir Macedo, o cara que o Silas defendeu em 1995: O bispo descarregou todo seu arsenal nele, escrevendo em seu blog pessoal. Silas rebateu como pode, mas Caio Fabio apareceu aos 45 minutos do segundo tempo com um vídeo revelador.

Recentemente, Valdemiro Santiago, o apóstolo suado que apesar de fazer tantos sinais, não conseguiu fazer o milagre de limpar sua ficha policial [e fez discípulos! Veja mais aqui], injetou seu veneno no Malafaia. Depois de ter defendido o apóstolo no programa “Vitória em Cristo” por ocasião do fechamento da Igreja Mundial do Poder de Deus, Silas pensou ter ganhado um amigo. Mas a aliança “fraterna” entre Silas e Valdemiro se consolidou mesmo quando ele criticou duramente o missionário RR Soares por ter comprado horários de Valdemiro na CNT, afinal, “Que crocodilagem, né?”. O sol nasce para todos, Sr. Soares, e o apóstolo só está querendo ganhar a vida “honestamente” na TV, igual a você! Mas escorpião é sempre escorpião, e num vacilo do Malafaia, Valdeco Molhado pagou mais do que Silas Malafaia podia oferecer e tirou o ex-bigodudo da madrugada da Band.

Que rasteira! Haja veneno!

Escorpiões são assim: Não possuem compromisso com a ética ou com a verdade. O Deus deles é o dinheiro, e por causa dele são capazes de injetar seu veneno em qualquer um. E Silas, Valdemiro e Edir Macedo seguirão assim para sempre, à menos que Deus efetue a transformação das suas naturezas moribundas. Sim, pois no final, tudo é uma questão de “natureza má”.

PS: A última notícia é que Silas estaria negociando um horário nas tardes, na mesma emissora. Para isso, a Band deixaria de exibir sua programação infantil, o que seria uma baita duma #sacanagem

Publicado em Púlpito Cristão, divulgado pelo Semente da Renovação.

Comentário do Semente da Renovação:

Como gosta de dizer minha mãe – “O Malafaia está mais perdido do que bolacha em boca de velho“. E não é para menos. Afinal, a cada ano que passa, o maluco do Silas muda de opinião… sempre se contradizendo.

Diante incontáveis denúncias, Silas Malafaia chama blogueiros cristãos de “filhos do diabo”

Por Paulo Siqueira

O Pr. Silas Malafaia, no programa da semana passada (pois nessa semana ele está reprisando pela enésima vez a profetada gospel do Morris Cerullo), incitou os sites e blogs apologéticos, que criticam sua famigerada Teologia da Prosperidade, a postar o vídeo onde ele chama os blogueiros de “filhos do diabo”.

Pois bem, Silas, abaixo está o vídeo. Apesar de tristes por um pastor se deixar comprar pelos ensinos heréticos da teologia da prosperidade, que nada têm a ver com o Evangelho puro e simples de Jesus Cristo, ficamos felizes por saber que somos reconhecidos como diabos (adversários) dos profetas de Mamom, dos fariseus pós-modernos, dos lobos que ensinam as ovelhas a entesourarem na terra, a colocarem seus corações nas bênçãos materiais, ao invés de buscarem unicamente, e sem maiores interesses, a Jesus.

A Deus (ao verdadeiro!) seja toda a honra e toda a glória para sempre.

Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de prostituição; temos um Pai, que é Deus. Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou. Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra. Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. Mas, porque vos digo a verdade, não me credes.” – Jo 8.41-45

Realmente, em alguns pontos concordamos, porém é preciso lembrar que dentro da tradição de Israel havia vários tipos de profetas: os profetas pagos, aqueles que eram pagos para profetizar mentiras direcionadas pelas vaidades dos reis de Israel; os falsos profetas, que surgiam em meio ao povo com falsas profecias, para enganá-lo, porém sucumbiam com suas próprias palavras; e o outro tipo eram os profetas do Deus Altíssimo, que traziam as verdades de Deus, não importando o que isso lhes custaria. Profetizavam contra os reis, contra a sociedade, muitos perdendo a vida, porém significam a boca de Deus em meio ao povo.

Outro ponto é a questão de que Deus é juiz, e é nesse ponto que devemos ter grande temor. Esse blog está firmado no princípio de que Deus tudo vê e tudo sabe, e é Nele que confiamos como verdade absoluta. Realmente, um dia todos nós seremos julgados diante do Trono Daquele cujo nome é o único digno de louvor e glória, e é a isso que tememos.

Mateus 7 deixa claro que, na mesma medida em que julgarmos, seremos julgados. Gálatas 6 também nos diz que de Deus não se zomba, e que o homem colhe o que planta. Baseados nisso é que combatemos as heresias e os falsos profetas de nossa época. Porém, jamais nos esquecemos de que a Igreja de Cristo tem sua responsabilidade para com o mundo, responsabilidade essa que tem sido negligenciada pelos pregadores da teologia da prosperidade, teologia essa fundamentada em princípios puramente terrenos, pois a prosperidade bíblica não compartilha com as vaidades humanas.

Prosperidade cristã é fundamentada em três princípios:

1) responsabilidade social: é preciso que a Igreja produza cristãos com uma fé cidadã, ou seja, uma fé que responda às necessidades dos seres humanos no mundo, uma fé que enxergue a fome, a pobreza, a destruição da vida pelas guerras, que reconheça a destruição do planeta e que tenha, acima de tudo, o compromisso com a vida, a vida em abundância que Cristo prometeu, não produzida para a vaidade, mas sim na essência do Evangelho, que é o amor ao próximo, e isso vem totalmente contrário à teologia da prosperidade, pois nela a verdadeira essência está no Eu, produzido na cegueira e na busca desenfreada dos tesouros deste mundo;

2) responsabilidade com o Reino de Deus: essa responsabilidade é de todos aqueles que reconhecem no mundo seu verdadeiro papel como membros de uma Igreja, que deve responder ao clamor do mundo em suas necessidades essenciais, que são salvação, libertação do pecado e transformação do caráter de todo aquele e aquela que se coloca diante de Deus, e tem sua vida transformada de dentro para fora, através do Evangelho de Cristo Jesus. Essa transformação não é para os deleites, mas sim para que o Reino de Deus seja estendido ao mundo, provocando nele transformações de vidas. Esse é o papel dos políticos, dos professores, dos líderes, ou seja, de cada cristão: ser sal e luz para o mundo que caminha em trevas;

3) responsabilidade com a verdadeira missão da Igreja: amar os seres humanos como Deus nos amou, pois o texto áureo da Bíblia nos diz que Deus amou o mundo de tal maneira, que enviou Seu Filho para que o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Essa é a mensagem central do verdadeiro Evangelho de Cristo, e essa é a boa-nova da Igreja para o mundo.

E essa é nossa bandeira, é a nossa teologia, que prega a soberania de Deus, contrária e acima de toda vontade humana. Podemos ser chamados de “filhos do diabo” ou até mesmo de “fariseus”, como já fomos chamados por uma multidão na Marcha para Jesus de 2010, mas temos a consciência de que lutamos contra a realidade do mundo, pois lutamos pela liberdade moral, pois não somos escravos do pecado e nem escravos das leis humanas.

Sabemos que incomodamos, mas incomodamos pois não somos levados por qualquer vento de doutrina. Não nos deixamos sucumbir pelas vaidades do mundo, pelos tesouros dessa terra, motivados por ouro e prata desse mundo. Não nos deixamos influenciar por jatinhos, carros importados, roupas de grife, mansões e toda a pompa que os tesouros desse mundo podem dar. Somos proclamadores da Igreja invisível de Cristo Jesus, que está além dos tesouros dessa terra.

Somos a voz que clama no deserto, que clama alto “raça de víboras, arrependei-vos, pois vos é chegado o Reino dos céus”. Essa é a mensagem de todos e todas que crêem no Evangelho puro e simples.

Realmente, eu creio que o Justo Juiz julgará a todos, e é nisso que meu coração crê, que muito em breve, todos e todas daremos conta de cada palavra.

… onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” – 2 Co 3.17

Publicado em As Pedras Clamam e divulgado em Semente da Renovação.